quinta-feira, 2 de abril de 2009

Tu quoque, Brute, fili mi?

- Poooooooorra, até tu, Brutus?

- Tio Júlio. Enfim voltastes!

- Voltei, agora saia da minha cama, e tu, dona Calpúrnia, vá vestir uma roupa.

- Pô, tio Júlio, foi mal ahe. Eu tava aqui sozinho, tua mulher tava dando mole, aí tu sabe, né, créu!

- Beleza, Brutus. Mas só não vá espalhar isso por aí, porque tu sabe, né, esses romanos adoram uma fofoca, e isso pode acabar queimando minha reputação.

- Podeixar tio, tu sabe que eu sou mineiro, como quieto pra comer sempre. Ahe tio, na próxima vez que tu for invadir algum território e dominar mais bárbaros, deixa eu ir com você?

- Deixo sim, Brutus. Prometo.

- Eeeeeeeeeba...

Para muitos, a tal facada de Brutus em Júlio César fora literal. Mas, analisando várias fontes primárias a que tivemos acesso, observamos apenas uma metáfora pra explicar a situação a que Júlio César estava submetido, traído por todos em Roma, já que sua mulher, Calpúrnia, era muito, digamos, dada. Júlio César não podia sair pra invadir um território ou subjugar um povo, que pronto, era batata, Calpúrnia se soltava toda. Foi uma facada? Foi! Foi uma traição? Sim! Foi pelas costas? Com certeza!Foi uma facada de Brutus em Júlio César pelas costas? Não exatamente, caros leitores. Quando Júlio César chega de mais uma de suas conquistas e adentra seu quarto, pega Brutus metendo a faca em sua mulher, de quatro, portanto, pelas costas. E é por isso que sempre que alguém que confiamos faz alguma merda contra a gente, soltamos essa famosa expressão: "ATÉ TU, BRUTUS?!?!".

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