Deodoro da Fonseca aparece na porta:
- Que que foi, galera?
- Bora ali, véi?!
- Ali onde, galera?
- Ali, tocar na Praça da Aclamação!
- Pô véi, to doentaço. Ontem fiquei até tarde na Taberna do Seu Francisco, tomei todas, to meio ressaqueado e gripado pra caralho!
- Qualé, mermão, tu num quer fazer sucesso não?
- Pô véi, até que quero, saca. Tem que fazer algum esforço?
- Tem não véi, é que se for só a gente, nego num vai dar moral, sacou? Tu sabe que é o frontman da banda! Só veste o uniforme ahe, e vamo nessa.
- Então beleza, guenta um pouco ahe que eu vou tomar um banho rapidão...
No meio do caminho, Deodoro escuta que o Gaspar Silveira, o Gasparzinho, tinho sido contratado pelo rei, pra tocar com sua banda, na festa de 15 anos de Isabelita, no Paço Imperial. Aí o caboclo emputece. Porque Dodô e Gasparzinho eram inimigos mortais, já tinham trocados farpas por conta de uma mulher, quando estudavam juntos. Dodô então reune sua galera, e toca pro Paço Imperial. Chegando lá, eles começam a protestar: "Abaixo o rei", "Ei, rei, vai tomar no cú". Em pouco tempo, todo o Paço está tomado, não só pela galera de Dodô, mas também por um monte de populares e algumas pessoas defensoras da república. O rei se sente acuado, sem saber o que fazer. Percebendo que estava por cima da carne-seca, Deodoro da Fonseca conclama a turba exaltada: "uh, uh, vamo invadir, uh, uh, vamo invadir". O rei dá no pé, e Dodô, meio sem saber o que fazer, levanta a mão pro alto e grita: "Independência ou morte". Nego cai na gargalhada, e explica pra ele que o Brasil já era independente, e que essa frase já tinha sido usada. "E agora, véi, que que eu faço?" - pensou Deodoro. Os republicanos ao seu redor chegam pra ele e dizem: "Biiiiiiicho, proclama a república ahe, que a gente promete que só vai contratar tua banda pras apresentações oficiais". Ele conversa com outros membros, e decidem então, proclamar a República do Brasil. A carreira de Dodô é alavancada, e em pouco tempo ele está nas cabeças.


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